Cultura maker, eletrônica criativa e acessibilidade digital
Em outubro, o projeto Aprendizes Digital avançou para novas camadas da integração entre arte, tecnologia e pensamento crítico. As experiências foram marcadas pela cultura “mão na massa”, com a introdução de eletrônica básica, programação física e discussões sobre inovação, ética e inclusão. O mês consolidou a transição do pensamento computacional para a prototipagem real, conectando circuitos, motores e sensores à expressão artística e à reflexão social.
Anos Iniciais (8 a 11 anos)
Os aprendizes dos anos iniciais mergulharam no universo da eletrônica criativa e da robótica sustentável. As atividades tiveram como foco principal a cultura maker, utilizando materiais de baixo custo e recicláveis para dar vida a ideias.
- As turmas exploraram os conceitos de átomos, elétrons e circuitos elétricos de forma lúdica. Construíram robôs iluminados, onde LEDs e baterias foram integrados a desenhos e roupagens de papel, unindo tecnologia, moda e senso estético. A placa Makey Makey foi usada para criar pianos de banana, demonstrando de forma prática e divertida o fluxo da corrente elétrica.
- Os estudantes construíram garras pantográficas com papelão e colchetes, aprendendo sobre mecanismos e engenharia. Também desenvolveram o robô desenhista, um carrinho com motor DC que desenha sozinho, aplicando conceitos de movimento, circuito simples e criatividade.
- Foi introduzida a placa micro:bit. Os jovens começaram com a criação de crachás digitais e programação de emojis animados, associando expressões emocionais a sons e imagens na matriz de LEDs. A atividade promoveu o pensamento computacional e a expressão socioemocional.
Anos Finais (12 a 15 anos)
Para os anos finais, o mês foi de aprofundamento técnico e expansão criativa, com projetos que conectaram programação, arte digital, música e reflexão ética.
- Os aprendizes usaram a micro:bit para criar instrumentos musicais eletrônicos (como guitarras e teclados de papelão), programando notas e sensores de toque. Este projeto integrou arte, física do som e pensamento computacional de forma tangível.
- As turmas exploraram a Inteligência Artificial generativa por meio de ferramentas como Copilot e Canva. Eles aprenderam a criar imagens a partir de prompts textuais e participaram de debates críticos sobre autoria, direitos autorais e o impacto ético da IA na criatividade.
- O projeto do carro alegórico (ou carrinho de “controle remoto”) foi concluído, combinando materiais recicláveis, motores DC, chaves inversoras e, em alguns casos, programação com micro:bit para luzes e sons, unindo tecnologia à expressão cultural.
- Um dos temas mais significativos foi o trabalho com acessibilidade na arte. Os jovens criaram esculturas táteis e produziram audiodescrições para elas. Eles também conheceram ferramentas digitais de inclusão, como VLibras e HandTalk, refletindo sobre como a tecnologia pode democratizar o acesso à cultura.
Conteúdos trabalhados no mês
- Eletrônica básica: circuitos, LEDs, motores DC, funcionamento de pilhas.
- Cultura maker e robótica com sucata: garras pantográficas, robôs desenhistas, carros alegóricos.
- Programação física com micro:bit: crachás digitais, emojis animados, instrumentos musicais, controle de motores.
- Inteligência Artificial generativa: criação de imagens, escrita de prompts, ética e autoria digital.
- Acessibilidade tecnológica: audiodescrição, ferramentas de tradução para Libras, design inclusivo.
- Integração Arte-Tecnologia: moda com LEDs, pixel art, música programada, esculturas multissensoriais.
- Sustentabilidade: reuso criativo de materiais (PET, papelão, eletrônicos descartados).
Síntese geral
Outubro foi um mês de consolidação prática e ampliação de horizontes no Aprendizes Digital. A passagem do digital (Scratch, IA) para o físico (circuitos, motores) e o avanço para temas sociais complexos, como ética na tecnologia e inclusão digital, marcaram uma maturidade no projeto.